quinta-feira, 25 de março de 2010
É preciso estar atento e forte
terça-feira, 2 de março de 2010
COMUNICAÇÃO X INFORMAÇÃO
Não havia Animal Planet, ou Discovery Chanel,nem National Geografic, ou Google, etc.
Ou ainda a infinidade de publicações pretenciosas de satisfazer e alimentar a curiosidade humana em todas as direções para as quais ela se orienta.
Na sociedade do espetáculo, entretanto, há um inacreditável bombardeio de informações, de tal maneira que já não é necessário o esforço de buscar...
Tudo obedece à dominação da imagem que se impõe e tiranicamente submete (quase) todos à alienação da mídia deixando-os na suposição de que estão sendo "informados" e " esclarecidos".E poucos são capazes de pôr a cabeça fora do oceano devastador da sociedade de consumo que engolfa tudo e a tudo engole.
Não parece, mas houve tempo que não era assim...havia momentos solitários, próprios para pensar...refletir...descobrir...
Para alguns, isso pode começar cedo.
Lá, bem atrás,
no tempo das maiores descobertas,
no tempo dos por quês...
Pouca ressonância externa,
a criança entregue à criança.
Olhos abertos...
O desejo de ver, de saber,
de compreender
...e o pudor de perguntar.
Os adultos são tão certos!
Tão sábios!
Tão distantes!
Como chegar perto?
Melhor calar...
e a si mesma responder.
Janela aberta
e o raio de sol
vem acordar a manhã
do quarto escuro.
Infinitos e pequeníssimos
grãos de poeira fazendo festa no ar.
Dançando, cada qual
em seu próprio passo,
numa harmonia sem par.
E a criança viu ali
todo o Universo a vibrar.
Estrelas, cometas, astros,
nebulosas e...planetas.
Por sobre o planeta, os homens.
A cada manhã, o susto
- o que parecia forte,
seguro, confiável, sólido,
desmedido, interminável
era apenas...uma poeira no espaço!
O raio de sol a iluminou
- diante da criança
a fragilidade cósmica
e a sua própria insignificância.
" Tudo que eu quero é um acorde perfeito maior
Com todo mundo podendo brilhar no cântico..."
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Marcha da Quarta-feira de Cinzas
E lá se vai a ILUSÃO virando a esquina, prometendo voltar ano que vem...
E quando a Ilusão se distancia, deixa em seu lugar a ESPERANÇA.
Sim, porque há sempre no coração das pessoas uma talvez discreta ( ou gritante) insatisfação com a realidade do cotidiano.
Carlos Lyra e Vinicius de Moraes foram, como sempre, geniais :
Marcha da Quarta-feira de Cinzas
Acabou o nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações saudades e cinzas
Foi tudo que restou.
Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri, se beija
e se abraça e sai caminhando
dançando e cantando cantigas de amor.
E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
E alegrar a cidade.
A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança,
contente da vida,
feliz a cantar.
Porque são tantas coisas azuis
e há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para dar
e que a gente nem sabe...
Quem me dera viver pra ver
e brincar noutros carnavais
com a beleza dos velhos carnavais
Em marchas tão lindas
e o povo cantando seu canto de paz.
Baden Powell e Vinicius completam:
É melhor ser alegre que ser triste
A alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração...
(Principalmente se não vier "engarrafada"!)
Mas não vale desanimar, afinal, "pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza, senão não se faz um samba, não"... Nem poesia!
Um feliz resto de ano para todos...Ou será que o ano começa agora?!
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Aviso aos navegantes
Justificativas virão a seguir, mas o grande aviso é:
www.vamoscirandar.wordpress.com
é a nova casa onde serão cantadas e dançadas as nossas cirandas.
Explicações dadas pela administração do “condomínio” (Bel, que administro tecnologicamente este blog de Dinah):
O Haloscan é o grande responsável pela mudança. Explico: Instalado neste blog desde os primórdios, ele foi, junto com os posts, cenário para belas ou homéricas discussões (no bom sentido, claro!) entre os leitores e a blogueira, e mesmo os leitores entre si. Tornou-se, então, uma atração à parte, O blog sem a caixinha do Haloscan não seria o mesmo.
Só que… o Mr. Halo fez tal como o traficante, que oferece as primeiras doses de graça, para depois, consumada a dependência, cobrar – e caro – pelo objeto do vício. Não seria problema, se, ao pagar (10 dólares/ano), tivéssemos acesso AO MESMO SERVIÇO.
Fato é que eu (Bel) caí nesse vício, e literalmente, paguei pra ver, com medo de ficar sem meus maisdenãoseiquantosmil comentários em 4 anos de blog. Os tais 10 dólares anuais se mostraram um completo desperdício, pois o sistema para o qual fui obrigada a migrar, para não perder os comentários, é um labirinto sem saída para quem quer comentar. Nem todo mundo consegue a sorte de abrir o box, e menos leitores ainda conseguem comentar. A insatisfação é geral. (Vejam aqui o desespero de instruções para os meus leitores, e que não adiantaram muito.) Assim sendo, migrei, de malas mas sem bagagens (meus comentários não foram! buá!) para a plataforma Wordpress.
Desde então fiquei matutando sobre o que fazer com o Vamos Cirandar. Só encontrei uma solução: Migrar também, e levar as bagagens na mão grande. Estou ainda copiando comentário por comentário para as antigas postagens do blog no novo endereço, tenho até o dia 12 de fevereiro para fazer isso, data limite imposta pelo Mr. Halo para jogar no lixo tudo de bonito, engraçado e carinhoso que escrevemos em suas [agora] malditas caixinhas.
Falta [relativamente] pouco, de janeiro a agosto de 2009, os meses iniciais e finais já estão lá. E, para não me dar mais trabalho, [hehehe] qualquer comentário agora deve ser feito em www.vamoscirandar.wordpress.com .
Nossa poeta ainda está sem instruções detalhadas sobre como postar lá, e enquanto isso não acontece, vamos trabalhar com assistência remota: Ela me manda as postagens via e-mail, e eu coloco no lugar certo. Não é o ideal, mas é temporário. E como diziam os antigos, “o que não é pra sempre nóis sofre.”
Por gentileza, peço que alterem nos seus “favoritos” e também nos seus links o novo endereço da Ciranda. Ainda estou “arrumando a casa”, mas já podem começar as visitas!
Beijos mis,
sábado, 13 de fevereiro de 2010
É O AMOR OUTRA VEZ
Ando com pena do AMOR
Parece-me ser o mais solitário dos seres.
A vagar em busca de um pouso,
andando, voando, mergulhando
ou apenas se arrastando...
Resistência suspensa por um fio,
sem encontrar um único coração vazio.
De nada lhe adiantou seus poderes.
É um deus exilado,
sem porto, sem ninho,
sem descanso.
Sem rosto, é um forasteiro
que não merece confiança
e a quem negam acolhimento.
As hospedarias estão
abarrotadas de outros viageiros
- deuses menores, espalhafatosos,
invasores de todos os espaços,
atraindo para si os louros
do espetáculo.
Palhaços.
E vai o AMOR seguindo
o seu caminho.
Longe do picadeiro
de uma vida que lhe é estranha.
Um deus vencido, derrotado
pelo sucesso fácil,
pela vulgaridade do obsceno,
pelo falso brilho do obscuro.
E há quem concorde comigo:
" O amor sozinho vagava.
Sem mais nada além de mim...
numa eternidade inútil."
( Cecília Meireles)
Epa! Não me parece que eu esteja usando as lentes adequadas...Nem a Cecília!
É verdade que a sexualidade tem tentado substituir de vez a sentimentalidade.
Mas... é batalha perdida.
O tempo do "ficar", do "amor casual", do relacionamento inconsequente (deveras cheio de consequências abusivas) está batendo de frente com uma atitude vigorosa...
Sem o peso da moralidade vitoriana, as pessoas percebem que vale a busca do parceiro(a) que satisfaça, não só o corpo, mas que realize também aquele algo mais que preenche um cotidiano rico em experiências a dois.
E há tanto o que descobrir nesse relacionamento sem dominações nem subserviências , sem explorações de parte a parte, sem as pequenas indiferenças que vão sufocando, aos poucos, o promissor sentimento original.
Eu creio nisso, e torço por isso.
Esta postagem tem endereço certo.E dedicada a Bel e Masca, por quem sinto uma especial ternura e a quem desejo todo bem do mundo.
Eles nos garantem: "É possível!"
Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro também sabem:
É o amor outra vez
Veio sem avisar
Foi abrindo o portão
desse meu coração
pra me visitar
Pôs a mala no chão
Acendeu meu olhar
Me beijou com paixão
Me trouxe um perdão
que me fez chorar.
Quando o amor se hospedou
Todo o mal se desfez
Toda dor teve fim
Pois quem cuida de mim
é o amor, outra vez.
É o amor que dá vida
ao meu peito
Pra eu jamais ver o tempo passar
É o amor que dá paz
ao meu leito
E me ensina a sonhar
Só o amor faz um bem
tão bem feito
Que o destino não vai desmanchar
Só uma coisa no amor
não tem jeito:
É ter medo de amar.
Mas agora que eu sei
Todo bem que me fez
Vou seguir sua lei
No meu peito, meu rei
é o amor, outra vez.
Se o AMOR é tão lindo na poesia, imaginem na vida real...
( A melodia é belíssima , vão ao CD de Bethânia - TUA - para conferir!)
domingo, 31 de janeiro de 2010
Com Mário Quintana, retorno à POESIA
para que eu sinta uma tremenda saudade... a falta da Poesia me provoca uma incontrolável "crise de abstinência".
Mário Quintana vem aqui me devolver o equilíbrio:
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
Fora da poesia não há salvação." (M.Q.)
"Os livros de poemas devem ter margens largas e muitas páginas em branco e suficientes claros nas páginas impressas, para que as crianças possam enchê-las de desenhos - gatos, homens, aviões, luas, pontes, automóveis, cachorros, cavalos, bois, tranças, estrelas - que passarão a fazer parte dos poemas".
E, se algum espaço sobrar, que possa um poeta utilizá-lo... e escrever palavras que lhe venham a transbordar, carregadas de sentimentos e incontidas emoções.
E ali deixar gravado o que o instante inesperado lhe sussurrou num incontrolado impulso.
Eu, da minha parte, tenho usado e abusado desses claros...
Grata, poeta amigo, pelo espaço liberado!
Preciso agradecer, de público,
Bendigo cem mil vezes o poeta
que diz de mim o que
nem eu mesma sei dizer.
Passeia pela minha alma e vê.
Vai bem fundo,descobre, aprecia,
desvela...e anuncia.
Põe a nu a minha alma morta,
a minha alma triste,
a minha alma cheia de alegria.
Que bruxo é esse que expõe ao sol
o que, cheia de pudor, eu escondia?
De longe vem para me conhecer
e revelar quem sou.
Me assusta essa magia louca:
tirar de mim palavras que não disse,
palavras que jamais chegaram
à minha boca,
pois revelar-me é algo que não posso.
Embora falando
em nome de si mesmo,
é por mim que ele canta
e muitas vezes chora.
Vai, poeta amigo,
espalha pelos ventos teu poder,
Mas não reveles nunca este segredo nosso.
Não dou chance
ao fortuito fantasma
que me acompanha
(e que sou eu mesmo).
Vive a me espionar.
Espera o momento
em que eu baixe a guarda.
Pensa descobrir
o que não quero revelar.
(Vai cansar...)
Seu olhar, fixo em mim,
eu finjo não perceber.
Ele se finge casual...
Mas não é!
Como felino à espreita da caça
a qualquer momento ele salta
e romperá o tênue véu
que encobre a minha intimidade
(...é o que ele pensa?!)
Verá! Eu sou mais Eu!
sábado, 23 de janeiro de 2010
Uma Bahia inesperada
Rio de Contas, uma cidadezinha (13.000 hab.) perdida no tempo. As modernidades tecnológicas são escassas. Podemos encontrar 1(uma) lan house que nos conecta com o resto do mundo. Celular, nem pensar (embora haja promessa para futuro próximo). Mas o telefone fixo funciona.
O seu histórico tem características, acredito que , únicas.
Foi, a princípio, um quilombo de escravos fugidos. Daí seu primeiso nome: Pouso dos Creoulos (instalado no final do sec.XVII, na parte meridional da Chapada Diamantina)... mas, alegria de pobre dura pouco... e, nas duas primeiras décadas do sec.XVIII, um tal de bandeirante encontrou ouro naquela região. E os negros foram "requisitados" para lavrar rios e grotões em busca do ambicionado minério... e de diamantes... Uma cruel re-escravidão floresceu como erva daninha, com toda a opulência e miséria que adveio disso.
Surgiram barões (o Barão de Macaúbas nasceu aí), coronéis, a cidade vivendo o apogeu da riqueza farta. Casarões suntuosos, estradas calçadas existentes até hoje, ruas largas com canteiros centrais - dizem ter sido a primeira cidade brasileira urbanisticamente planejada. Tudo isso pode ser constatado pois é uma cidade bem cuidada, limpa, casas com pintura recente...
A exuberância da natureza fica por conta das águas e a variedade de pedras encontradas em diversas cores. Pedras e águas brigam pela supremacia.
Há uma barragem inaugurada em 1983 que serve principalmente às cidades que ficam abaixo de Rio de Contas. Na desapropriação das terras para a sua construção, sofreram os descendentes dos escravos (de novo)- muitos, por não terem os documentos de posse da terra, foram simplesmente expulsos, sem indenização - é o que contam os remanescentes. Isso causou muita tristeza e até a morte dos mais velhos.
Passada a época dos garimpo e da sua força devastadora, ficaram histórias, construções, tradições e festas (religiosas) que atraem os visitantes. O Carnaval , dizem, é bastante concorrido.
A vegetação varia entre cerrado, caatinga e a flora dos Gerais.
O terreno encravado nas montanhas de pedra são verdadeiros santuários ecológicos e se tornaram área de proteção ambiental. Sua flora exótica chamou a atenção de cientistas de várias partes do mundo.
As cachoeiras!!! Ah! as cachoeiras!... Caindo de grandes alturas, as águas são O Espetáculo!
Inúmeras cachoeiras de variadas formações: largas, alvíssimas, de fartas espumas, um espetáculo fascinante!
Quedas d'água vindas lá do alto, estreitas como um chuveiro de água gelada, pronto para refazer as forças de quem penou até chegar lá (... e eu cheguei!).
Corredeiras, riachos com sua cor ferruginosa, absolutamente transparente, ribeirões... Todos cortam os caminhos que levam aos pontos turísticos mais explorados. Diga-se de passagem pouco explorados, pois conservam sua beleza original. Não há degradação. As trilhas aceitam movimento de carros até determinado ponto. A partir daí é " pernas pra que te quero!" E haja pernas!
As crianças que foram conosco (7 e 10 anos) se sentiram tal e qual Tarzan das Selvas... Adoraram tudo, a ponto de pesquisarem sobre " como se faz para comprar uma casa aqui?"
Os olhos da gente ficam cheios de imagens de cachoeiras... Os ouvidos percebem um silêncio contínuo que vem de longe, quase ancestral... Em uma tarde-noite compareceu uma trovoada rouca, grave, deliciosa de se ver ( os relâmpagos) e de se ouvir. A chuva forte, mas de pouca duração.
A cidade tem cara de sombra, rede e água fresca.
Os carros são raros.
Poluição zero.
Motos, só algumas. Livramento, cidade a alguns quilômetros abaixo de Rio de Contas, já tem 300 motoboys... Aqui,só 2.
Devido à altitude o clima ameno não nos permite suar. À noite esfria mais um pouco.
Fila, nenhuma... em nenhum lugar.
Um serviço anuncia o falecimento de alguém, e o sino dobra.
Não há miséria, não há mendigos.
Há cadeia, mas somente dois presos...
É o reino da Rural(Willys), carro utilitário dos anos 60. De aspecto pouco confiável elas sofreram "transplantes" que as tansformaram em verdadeiras cabritas a subir e descer montanhas. A que nos serviu tinha 37 anos! O guia com vasto conhecimento da região, foi exemplar... atento, educado, bem-humorado e responsável. Conhecido por Lé, é uma pessoa realmente confiável... e sua Rural, também, apesar do aspecto!
E o povo?
Sim um povo amável, hospitaleiro que sabe tratar o turista.
Mas que não costuma frequentar as ruas e as praças, estas sempre vazias. É como eu vi.
Aos visitantes é mostrado algo que fica distante do espírito baiano divulgado pela mídia e reconhecido como característica da nossa Bahia.
A cidade comporta os povoados de Barra e Bananal, originados de antigos guetos e habitados por negros descendentes de escravos. Vivendo da agricultura familiar e de artesanato (tecelagem em algodão cru), e da pesca,"conservam toda a riqueza cultural dos seus ancestrais"... reza o prospecto de propaganda turística. Mas...
Onde estão as baianas de acarajé? Onde os atabaques?
Não se fala em orixás... nem se encontra comida de origem afro nos restaurantes disponíveis... Estranho... Muito estranho!
As festas são sempre calcadas no calendário católico, religião esmagadoramente monopolizadora. E não há, nem nunca houve, miscigenação.
O distante povoado de Mato Grosso é habitado exclusivamente por descendentes de portugueses que não se misturam e procriam entre si, num isolamento inquietante para quem chega. Negociam com café, flores e outros elementos pouco relevantes.
Aliás um produto de qualidade superior que é conhecido além fronteiras é a cachaça.
Não chegamos a visitar os alambiques.
As flores desse povoado são bonitas, sobretudo as rosas.
Em Rio de Contas o tempo não passa nem corre... apenas escorre...
O que se pode detectar é que o isolamento preservou muita coisa importante,
mas destruiu outras talvez mais importantes ainda.
No entanto, é possível, com as mãos mergulhadas em algum riacho que escorre dentro da mata, encontrar um lindo cristal de rocha que desceu pelas cachoeiras! Ou descobrir uma orquídea escondida entre as folhagens!
As fotos virão a seguir...